Maputo parou para ver ciclistas sul-africanos brilharem na prova de estrada

12 de Setembro 2011, 14:48

As principais avenidas da cidade de Maputo foram o palco escolhido para acolher a prova de estrada de ciclismo integrada nos décimos Jogos Africanos que decorrem na capital moçambicana até ao dia 18 de Setembro próximo.

Foram momentos ímpares vividos com a realização desta prova, com destaque para os maputenses alguns deixaram os seus afazeres para testemunharem esta prova sempre atractiva em eventos desta natureza. Um total de 70 ciclistas de 16 países tomaram parte nesta prova que cumpriu uma distância de 145.2 km feitos em 11 voltas ao circuito que tinha como ponto de partida e meta a Avenida 10 de Novembro, com a bela vista da Baia de Maputo a ser um dos actractivos.
Tendo em conta os resultados das provas de contra-relógio, os seis ciclistas da equipa sul-africana trataram de marcar a pedalada da corrida, tendo o grupo se quebrado em três com o pelotão da frente a ser comandado por Janse Van Rensburg, vencedor do cotra-relógio individual.
Os sul-africanos acabaram por controlar o pelotão de avanço e o seu excelente jogo de equipa permitiu que nas últimas duas voltas se isolassem na frente oferecessem a vitória ao jovem Nolan Hoffman que fez a prova com o tempo de 3 horas 36 minutos e 59 segundos conquistando a medalha de ouro.
 “Hoje foi uma corida muito, muito boa. Penso que a equipa sul-africana trabalhou bem, fomos para a corrida com o plano de termos muitos corredores no pelotão da frente e conseguimos fazer isso. Na primeira hora tivemos quatro ciclistas na frente que era composta por 14 corredores e quando faltavam três voltas começamos atacar para tornar a corrida mais fácil, visto que já estavamos relativamente cansados devido ao vento e ao calor. Felizmente a equipa deu-me oportunidade de ganhar e estou muito satisfeito”.
Os sul-africanos Jay Thomson e Janse Van Rensburg conquitaram as medalhas de prata e bronze ao cortarem a meta na segunda e terceira posição, respectivamente, com o mesmo tempo de 3 horas 37 minutos e 2 centésimos. Todos seis corredores moçambicanos acabaram por serem eliminados ao levarem voltas de avanço, mas o capitão Miguel Duarte acabou por ser o melhor tendo inclusive se intrometido no pelotão da frente nas primeiras oito voltas.
 “A avaliação foi super, super positiva. A prestação de nós os seis atletas foi além das expectativas, acho que todos batemosm o nosso próprio record, e foi pela primeira vez batermo-nos lado-a-lado por ciclistas do ranking que estiveram aqui eu sai-me melhor em relação aos outros cinco elementos na qualidade física hoje. Tive o azar, bateu-me a porta um furo ia no momento nos cinco primeiros da prova e não ia além das minhas capacidades. Senti-me fresco, senti-me no ranking do top 10 desta corrida, não pude vingar pelo furo”.
No sector feminino a prova registou a participação de 10 ciclistas e as sul-africanos voltaram a dominar a corrida, tal e qual haviam o feito nas provas de contra-relógio. Nos 52.8 km de distância da prova que observou o mesmo percurso que a masculina, a sul-africana Lyse Burger acabou por ser a mais resistente e veloz ao cumprir a prova em 1 hora 30 minutos e 44 centésimos, conquistando a medalha de ouro, sendo que foi secundada pela sua compatriota Lise Oliver que fez o mesmo tempo que a a primeira classificada, enquanto que a medalha de prata ficou com a Mauriciana Aurélie Halwachs que cumpriu a prova em mais 6 minutos e 56 segundos que a vencedora.

Alfredo Lituri (Texto e Fotos)

SAPO MZ

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