Momentos que marcaram o Mundial2010: Parte II

4 de Agosto 2011, 17:39

Decepcionante, fabuloso, artístico, vergonhoso: o Mundial fez-se de instantes. Apresentamos alguns que ficarão para a eternidade.

Sonho de Forlan "morre" na trave: O Uruguai, a grande surpresa do Mundial, protagonizou momentos de muita emoção. No jogo dos 3º e 4º lugares, depois de estar na frente por duas vezes e de permitir duas reviravoltas alemães, Forlan esteve a beira de mandar o jogo para o prolongamento mas o seu remate, nos descontos, foi devolvido pela barra. Para "consolo", a FIFA considerou-o o Melhor Jogador do Mundial.

A "patada" de Felipe Melo: No sonho de levar da África do Sul o hexacampeonato, o Brasil de Dunga desiludiu. Sem nunca apresentar um futebol que encatasse, os canarinhos despediram-se da Copa aos pés da Holanda, depois de estarem a ganhar. Uma "patada" de Felipe Mello em Robben valeu-lhe a expulsão e uma recepção quente à chegada ao Brasil. Dunga também não aguentou...


Portugal gastou o "ketchup" de uma só vez: Portugal chegou ao Mundial com muitas esperanças e com Ronaldo na equipa, a ilusão era muita. A selecção de Carlos Queirós foi do oito ao oitenta: do muito contestado frente a Costa do Marfim à goleada do Mundial, aplicando um 7-0 a Coreia do Norte, a selecção Portuguesa caiu nos oitavos-de-final diante do Tiki-taka espanhol. No final, questionado pela derrota, Robnaldo remeteu tudo para o seleccionador: "Perguntem ao Carlos Queirós".


As lágrimas de Maradona: Maradona chegou ao Mundial com uma equipa recheada de estrelas e cuja frente de ataque era a mais temível das 32 equipas.

Mas a equipa era muito desequilibrada e a Alemanha aproveitou estes desequilíbrios para golear os argentinos nos quartos-de-final.

Maradona, que foi um espectáculo dentro do espectáculo, com os seus gestos, a forma como comemorava os golos, saiu do último jogo deprimido, impotente para dar mais a sua selecção. No final não conteve as lágrimas e chorou.


O frango de Green:  Dizem em Inglaterra que o pior guarda-redes não é David James, nem Robert Green, nem Ben Foster. O pior guarda-redes da selecção de Inglaterra é aquele que joga. E parece fazer sentido, tantos são os momentos hilariantes que os defensores das balizas de Sua Magestade já nos habituou. No jogo inaugural da Inglaterra frente ao EUA, depois de se apanhar na frente do marcador com um golo de Gerrard, um remate inofensivo de Dempsey feito de fora da área transformou-se num pesadelo para Green e num filme de terror para os ingleses. A bola escapou ao guarda-redes e foi "morrer" dentro da baliza, para desespero dos colegas. Começou aí a desmoronar o sonho inglês de conquistar o título.

O falhanço de Yakubu: costuma-se dizer quando um jogador comete um erro que "só não falha quem não está em campo". Mas há erros e erros. No último jogo da fase de grupos entre a Nigéria e a Dinamarca, Yakubu fez algo quase impossível. Digo quase porque ele tornou-o possível. Sem guarda-redes, na pequena área e com a baliza aberta, conseguiu o impensável: atirar ao lado. Ninguém queria acreditar, nem o próprio. Caso a Nigéria tivesse vencido, ainda poderia sonhar com a passagem a fase seguinte.


O beijo do Mundial: Casillas foi um monstro na baliza espanhola e contribui muito para que La Roja sofresse apenas dois golos na competição.

Além das grandes defesas que fez, principalmente nos quartos-de-final contra o Paraguai quando defendeu um penalty marcado por Cardozo do Benfica, casillas deixou a sua marca no Mundial de outra forma. Entrevistado no final do jogo decisivo, o guarda-redes não aguentou e beijou a jornalista Sara Carbonero, que é também sua namorada. Um momento único, bonito, expontâneo do capitão da selecção espanhola.

E para si, qual destes foi o momento mais marcante do Mundial?

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