Vela prepara em Portugal participação nos Jogos Africanos

12 de Agosto 2011, 20:20

A extensa costa marítima de Moçambique constitui meio de trabalho para milhares de moçambicanos e apresenta condições óptimas para a prática de desportos náuticos, tal é o caso da vela, uma modalidade que está a ressurgir na sequência da criação, há um ano e meio, da respectiva federação.

E um dos primeiros passos da Federação Moçambicana de Vela e Canoagem foi a criação de condições para o relançamento da prática regular da vela, tendo como horizonte a selecção de velejadores que representarão Moçambique nos Jogos Africanos, a terem lugar e Maputo, em Setembro de 2011.
Há um ano que o combinado nacional já trabalha nas três classes que estarão em competição nas Olimpíadas Africanas, nomeadamente optimist, que envolve velejadores principiantes na modalidade, laser radial e standard, com olhos postos numa boa representação.  
“Nós não temos ainda tradição de vela em Moçambique, é a primeira vez que vamos entrar num evento importante. As grandes expectativas neste momento são mostrar ao continente africano e ao mundo que Moçambique também é capaz e tem velejadores a nível de poderem competir a internacionamentel”, disse César Sanches seleccionador nacional da modalidade.
Os velejadores da classe laser radial e standar vão observar um estágio de cerca de um mês e meio em águas portuguesas, algo que poderá melhorar o nível dos mesmos, dado que tem participado em poucas competições de grande nível.
“Nós fazemos competições a nível interno ao nível do clube, algumas vezes temos a participação do clube naval, mas tem sido um trabalho muito doméstico não temos ido à competições internacionais que nos faz muita falta”, revelou Sanches.
Para os velejadores moçambicanos a próxima fase de preparação é decisiva e determinante para chegar a uma boa prestação na prova que marcará a estreia do combinado em grandes competições internacionais. O velejador Adriano Cândido é uma das esperanças numa boa respresentação do país e, para tal, espera tirar proveito da sua experiência em provas regionais.
“Nós os atletas da classe laser esperamos um bom resultado e também temos atingido um nível satisfatórios para aquilo que é a competição internacional e acredito que vamos atingir um bom resultado. Temos trabalhado bastante que é para vermos se conseguimos chegar a bons resultados”, revelou Adriano Cândido.
No sector femininos, o trabalho está a decorrer de forma intensa, tendo em conta o número reduzido de velejadoras existentes no país. As esperanças num boa prestação residem na campeã moçambicana Cláudia Santos que conta com o apoio dos seus colegas para atingir níveis elevados na modalidade.
 Cláudia Santos disse que “estou atentar dar o meu máximo, treinar sempre que posso para dar o meu melhor. Tenho ajuda dos meus colegas, a maioria são rapazes, dou-me bem com eles, está a ser bom. Vou dar o meu melhor, não posso garantir nada, espero que dê tudo bem.”
E para aquilatar o estado competitivo os velejadores moçambicanos vão tomar parte num estágio ao longo de um mês em Portugal, onde poderão encontrar as melhores condições para avaliarem o grau da sua preparação e limarem alguns aspectos para que em Setembro possam apresentar-se ao seu melhor nível.


Alfredo Lituri


SAPO MZ


Comentários



Banca de Jornais

Votação